Das dores previsíveis…

Ela fez o que deveria: após receber a noticia como um golpe quase fatal, trazendo à tona momentos e felicidades vividas, juntou algumas lembranças que restaram do seu avô, abraçando cada uma delas. Chorou por alguns longos minutos. Olhou para o céu e percebeu o quão distante estava de alguém que tanto amou. Ainda amava. Desejou ouvir aquela voz de novo, quis se eu avô fosse abrir o portão para recebê-la. Voltou a olhar o que restara, de físico pouca coisa além de algumas fotos e aquele chapéu que o avô adorava. Eu a olhei bem rente ao olhos, a encarei como se pudesse ler cada uma de suas dores. Não consegui entender quanta história havia por trás de cada lágrima, talvez nem ela entenda.

Sem título

 

A arte é minha, para um trabalho da faculdade no Corel. Um dos meus trabalhos preferidos da facul.

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