A felicidade contagia

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Nos últimos anos, especificamente nos últimos dois anos, minha vida tem passado por algumas transformações. É estranho que eu ainda não assimilado tudo para conseguir escrever exatamente sobre isso, mas nos últimos dias têm acontecido coisas simples e tão especiais que me deixaram feliz e me sinto pronta para me libertar de tantas angústias.

Desde que comecei a trabalhar, há três anos, minha vida mudou muito. O trabalho fez com que eu conhecesse o amor da minha vida, já que eu e o Eduardo nos conhecemos no meu primeiro estágio. Fez também com que eu me tornasse, dia após dia, uma adulta.

Desde que comecei a trabalhar e a namorar com o Du, aprendi muito sobre a vida adulta e profissional. Hoje sei me organizar financeiramente e me orgulho muito por conseguir bancar quase tudo na minha vida. Foram muitas tentativas e erros, conselhos e ajuda do Du e hoje sou alguém que caminha para a independência. 

Nesse meio tempo meus pais se separaram e para mim foi um período muito difícil, de lidar com novas emoções, de decisões e adaptações. Sem deixar de estudar muito para manter meu bom desempenho na faculdade, sem deixar de trabalhar porque cada vez mais eu precisava do meu salário.

Se não bastasse tantos desafios para aprender a lidar com as emoções dos problemas pessoais, preocupações com dinheiro e os estresses diários do trabalho, descobrimos o câncer do meu avô. Tudo se tornou ainda mais intenso e difícil. Costumo dizer que eu não teria suportado se não tivesse o Du para me amparar e cuidar de mim. A minha família também foi excepcional nessa época, pois nos unimos como nunca e nos dedicamos incansavelmente para tornar o fim da vida do meu avô confortável. Meus amigos da DGRH (meu último estágio) e da Ascom foram maravilhosos, sempre me ouvindo e secando minhas lágrimas quando eu não conseguia mais segurá-las.

Desde que meu avô faleceu, há 4 meses, tenho aprendido a transformar a dor e a saudade em alegria e boas lembranças. Essa semana uma senhora que mora no mesmo condomínio que eu, onde meu avô trabalhou por mais de 20 anos, e sempre nos para para contar uma lembrança boa dele, mostrou para mim e minha mãe uma árvore que ele plantou no condomínio. Ela disse: “Seo Tião plantou essa árvore e disse que a gente precisa deixar alguma coisa boa pro mundo, então ele ia deixar uma árvore”. Eu me emociono só de lembrar.

Há algumas semanas minha amiga do trabalho, Eliane, começou fazer aulas com o meu pai e retribuindo os elogios que ela fez para mim, ele disse que eu realizo os seus sonhos. Meu pai já me disse em texto algumas vezes que sempre faço coisas que ele gostaria de ter feito na vida, só que ainda melhor. Eu não sei exatamente o que ele gostaria de ter feito, mas, sendo ele uma pessoa que me inspira, é uma honra receber um elogio desses. Aliás, se escrevo é por incentivo dele que desde criança, quando eu só sabia escrever poemas de amor platônico, lia e criticava os textos sempre que eu pedia. 

Como a vida resolve trazer as coisas boas todas de uma vez só, outro dia numa conversa com o Du eu estava muito preocupada com o mercado de trabalho do jornalismo no Brasil, pois vou me formar em breve e não sei o que esperar do futuro. O meu namorado disse que está muito feliz com meu desenvolvimento profissional e ele sabe disso como ninguém, já que foi meu primeiro gestor. Disse também que hoje em dia falo mais de jornalismo e conheço melhor o dia a dia da profissão. Sei que ele é suspeito, mas a opinião do Du é muito importante para mim.

Vocês sabem que trabalho na Assessoria de Imprensa da Unicamp há seis meses e meus colegas, principalmente a Eliane, uma amiga especial que fiz na Ascom, sempre reforçam o quanto me desenvolvi no estágio e que estou pronta para atuar no mercado de trabalho. Eu nem sei como agradecer a paciência de todos da Ascom para me ensinar quantas vezes forem necessárias.

Outra coisa que me deixou ansiosa foi a decisão de morar com a minha mãe de novo. Meus pais se separaram há quase dois anos e estou feliz por meu pai já conseguir “se virar” bem sozinho e por agora poder ficar mais perto da minha mãe, evitando ruídos na relação e fazendo-a feliz também.

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Nós reunidos de novo! <3

Sei que hoje o Brasil vive um momento político e econômico muito difícil, onde estão todos brigando por lado A ou B, esquecendo-se da importância da democracia e do respeito, por isso às vezes fico até com vergonha de estar em paz comigo e feliz com tudo dando certo na minha vida.

Acredito que a felicidade é contagiosa. Meus amigos passaram por momentos muito difíceis nos últimos tempos também, afinal, todos nós temos batalhas pessoais para vencer e cada vez que um deles reconhece a felicidade de novo, meu coração se alegra. Esse post é para contagiar todos vocês. A felicidade é simples e está nos detalhes que deixamos passar despercebidos.

Na Assessoria atendo jornalistas desesperados para conseguir fontes em tempo recorde, às vezes tão estressados que acabam descontando em quem faz o atendimento, por mais que façamos absolutamente tudo para ajudá-los conforme suas necessidades. Então vamos nos acostumando a ter problemas no trabalho, em casa, na faculdade,  e quando algo bom acontece a gente nem presta muita atenção.

Hoje recebi um email super simples de uma colega jornalista de Minas Gerais, mas era descontraído e divertido em meio ao caos que vivenciamos hoje no Brasil e em nossas dificuldades pessoais. Meu coração se alegrou e parei para pensar em tantas coisas boas que aconteceram nos últimos anos e que com a correria da vida simplesmente não consegui parar para refletir e eternizar isso em algum texto.

Ainda vem muita coisa boa por aí: esse ano eu me formo, faço minha primeira viagem internacional e tantas surpresas boas que tenho conquistado.

Hoje eu estou muito em paz, feliz e é sexta-feira!!!!

Um ótimo final de semana para todo mundo. Sintam-se contagiados.

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